Justiça mantém prisão de médico suspeito de abuso sexual contra pacientes, na Paraíba
05/11/2026
(Foto: Reprodução) Delegacia de Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba
Antônio Vieira
A Justiça da Paraíba converteu a prisão do médico suspeito de praticar atos libidinosos contra pacientes durante consultas em uma UBS, em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, para prisão preventiva, em audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (5).
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O médico foi preso na quarta-feira (4), em flagrante. Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após uma paciente de 20 anos denunciar que teria sido vítima de conduta sexual inadequada durante uma consulta realizada na manhã do mesmo dia. Entenda mais abaixo.
Em nota, a defesa do médico disse não concordar com a decisão da Justiça da Paraíba, por não ser "necessária" e também "desproporcional". A defesa disse ainda que já está elaborando um habeas corpus para tirar o médico da prisão.
Também por meio de nota, a Prefeitura de Caaporã disse que solicitou "as providências administrativas necessárias para solicitar à empresa responsável o afastamento cautelar imediato do profissional e sua substituição".
A nota também diz que a Secretaria Municipal de Saúde "está prestando acolhimento às pacientes que relataram os fatos, assegurando o suporte necessário por meio da rede municipal de saúde e dos serviços de proteção disponíveis".
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Procedimento do CRM-PB
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) abriu um processo internoa de investigação, que vai reunir documentos, analisar os relatos e verificar se existem indícios de autoria e materialidade das possíveis infrações.
Segundo o CRM-PB, caso um processo ético-profissional seja aberto, serão garantidos ao médico o direito à ampla defesa e ao contraditório. Poderão ser ouvidos o profissional investigado, as pacientes e testemunhas.
Entenda o caso
De acordo com o relato para a Polícia Civil, o caso aconteceu após o médico ter usado procedimentos clínicos como justificativa para realizar toques e manipulações íntimas sem finalidade médica, além de fazer perguntas de cunho sexual durante o atendimento.
Após a denúncia, equipes da Polícia Civil foram até a unidade de saúde e identificaram outros relatos envolvendo o profissional. Uma segunda paciente, de 44 anos, também procurou a polícia e relatou situações semelhantes durante um atendimento anterior no mesmo estabelecimento.
Funcionários da UBS foram ouvidos e relataram comportamentos inadequados e situações de constrangimento atribuídas ao médico. O profissional não teve a identidade divulgada.
Em depoimento à polícia, o médico alegou que os contatos tiveram finalidade exclusivamente diagnóstica e assistencial. Ele foi preso em flagrante e deve passar por audiência de custódia.
Para auxiliar nas investigações, foram solicitados exames ao Instituto de Polícia Científica (IPC), por meio do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (NUMOL), além das imagens do sistema de monitoramento interno da unidade de saúde.
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